Nos anos sessenta e setenta, até mesmo nos anos oitenta, Roberto Freire tinha tudo para ser uma liderança política, mas acabou num emaranhado de afirmações grotescas e reacionárias, que sua verdadeira face foi aparecendo. Ele foi inteligente, saindo do Nordeste e vindo para São Paulo. Trocou o Senado pela Câmara dos Deputados e vai se elegendo sabe se lá como.
Eu já admirei o Roberto Freire, hoje nem posso ouvi-lo de tantas bobagens que fala. Na segunda-feira, assisti alguns minutos da entrevista que deu no Roda Viva e constatei que realmente ele é um energúmeno. Como não tem argumentos para fundamentar suas críticas baratas, vai jogando para o futuro previsões que nunca acontecerão.
Quando Paulo Moreira Leite questionou que ele havia dito que o Brasil iria para o beleléu na crise, em 2008, ele disse que a crise ainda não acabou e que a Dilma é quem vai arcar com as consequências de um governo ruim como o do Lula. Quanto à aprovação do governo, a maior da história, ele diz que isto é porque o mundo está num paraíso econômico e consequentemente o Brasil também.
Como pode, uma pessoa com o perfil socialista, como era do Roberto Freire, se transformar num reacionário como é hoje. Na verdade, ele escondeu durante muito tempo a sua verdadeira face. É que não dá pra esconder por muito tempo a verdade.
O que poderia ser uma liderança útil se transformou numa coisa qualquer, sem utilidade. É uma pena que o Brasil tenha produzido tantos enganadores depois da Ditadura Militar.

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