| Amigos, Mandei esta carta ao Painel do Leitor, da Folha, e à ombudsman. Abraços. Mouzar Senhor Editor, Sempre que a Folha quer falar mal do ministro Aldo Rebelo, do PC do B, fala de sua defesa do Dia do Saci, mas ele não é o autor da iniciativa. Foi a Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci), entidade apartidária criada para divulgação e defesa da cultura brasileira que propôs isso em 2001. A prefeitura de São Luiz do Paraitinga foi a primeira a apoiar a ideia, e o prefeito era do PSDB. Um deputado do PV propôs a comemoração da data no estado e o governador, também tucano, referendou. Em Angatuba, o prefeito que instituiu o Dia do Saci era do PMDB. Na cidade de São Paulo, era do PT. Em Poços de Caldas é do PPS. Em nenhuma das cidades em que o Dia do Saci foi oficializado (Fortaleza e Independência, no Ceará, Vitória, Uberaba, Pouso Alegre, São José do Rio Preto e Guaratinguetá) o prefeito era do PC do B. Aldo Rebelo, como deputado foi um dos que levaram a proposta da Sosaci para o Congresso, mas ele mesmo deixou que ela fosse engavetada quando era presidente da Câmara. O interessante é que na França também houve um movimento contra a comemoração do raloín (Halloween, para os gringófilos) e só vi matéria a favor dos franceses, Aqui, acham que temos que macaquear os gringos. No editorial Problema para o PC do B, desta quarta-feira novamente aparece a menção "desabonadora" do ministro por defender o Dia do Saci. Acredito que o editorialista sabe muito bem os interesses que movem os gringos a esparramar sua cultura e suas comemorações pelo mundo, mas se não sabe, sugiro que leia o livro O Imperialismo Sedutor, do historiador Antônio Pedro Tota. Por que quando pretendem falar mal de Aldo Rebelo a Folha não menciona o fato dele ter redigido o malfadado projeto de reforma do Código Florestal e dele ter virado pupilo do agronegócio? Será que isso a Folha considera positivo? Mouzar Benedito Sócio fundador da Sosaci PS.: esta carta é de caráter pessoal, não é da Sosaci |
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A Folha, o Saci e o deputado
O meu amigo Mouzar Benedito mandou-me isso e eu reproduzo aqui:
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Hidrelétrica e a farsa dos globais
Até hoje eu tinha dúvidas quanto à hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Comecei a ler alguns artigos de gente séria e todos argumentavam com seriedade favoravelmente à construção da hidrelétrica. Vi o vídeo de artistas globais condenando a sua construção. Argumentos vazios, sem dados, sem provas. Críticas baratas, rasteiras. Mas eles estão acostumados mesmo a representar. Foi fácil fazer mais uma novelinha.
Transcrevo abaixo um artigo com dados importantes sobre a hidrelétrica. E, só pra saber: nenhum índio será transferido de lugar.
Transcrevo abaixo um artigo com dados importantes sobre a hidrelétrica. E, só pra saber: nenhum índio será transferido de lugar.
Evam Sena_247, Brasília – Planejada desde os anos 70 e com inauguração prevista para 2015, a terceira maior hidrelétrica do mundo em potência instalada, a Usina de Belo Monte, tem levantado controvérsias desde seus primeiros estudos. Já levou uma índia a ameaçar o então presidente da Eletronorte, José Antonio Muniz, com um facão no rosto, mobilizou artistas internacionais como o cantor Sting e o cineasta James Cameron, e foi, nesta semana, tema de vídeo de atores globais contra a sua construção.
Apesar do elevado número de compartilhamento nas redes sociais, o vídeo intitulado Gota D’água conta mais mentiras que verdades sobre Belo Monte. É quase verdade que o projeto custará R$ 30 bilhões; serão precisamente R$ 25,8 bilhões segundo o consórcio construtor, Norte Energia. Também foi arredondado para menos o nível de operação da capacidade da usina - os globais dizem que é 1/3 (33%), quando na realidade é 40%. E a lista de equívocos da campanha "global" é longa:
Mentira #1: 80% do projeto serão pagos com impostos do contribuinte.
Mentira #2: Índios não foram ouvidos e serão tirados de suas terras.
Mentira #3: 640km² do Parque Nacional do Xingu serão inundados.
Mentira #4: O assunto não foi discutido.
Histórico polêmico
Os estudos para a construção da Belo Monte têm origem em 1975, com a criação da Eletronorte e início do Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do Rio Xingu, no Pará, onde será instalada a usina. Nos anos 80, a subsidiária da Eletrobrás para a Amazônia inicia os estudos de viabilidade técnica e econômica da usina de Kararaô, hoje Belo Monte. É em 1989, no 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), que a índia Tuíra protestou com seu facão sobre a construção da usina.
Nos anos 90, durante o governo FHC, o projeto passa por remodelações para agradar a ambientalistas e investidores estrangeiros, como a diminuição da área alagada, poupando áreas indígenas. Com a crise de energia elétrica em 2001, Belo Monte passa a ser prioridade. O projeto avança com mais velocidade durante o governo Lula, apesar das várias suspensões liminares da Justiça Federal para estudos de impacto ambiental e licenças ambientais.
Em 2007, em reuniões públicas com índios, ocorrem confrontos físicos, e o funcionário da Eletrobras Paulo Fernando Rezende sofre um corte no braço. Depois de intensa briga judicial, em 1º de fevereiro de 2010, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) publica a licença prévia para construção de Belo Monte e o governo marca o leilão para abril de 2010.
De onde virão os recursos?
O leilão de Belo Monte é vencido pelo consórcio Norte Energia, que ofereceu o menor preço final para energia - de R$ 77,97 por megawatt hora. O preço máximo estipulado pelo Ministério de Minas e Energia era de R$ 83. Em janeiro deste ano, o Ibama autoriza o início das obras de infraestrutura.
Atualmente, 50% do consórcio são de empresas públicas - a Eletrobrás e suas subsidiárias Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) e Eletronorte. Do restante, 20% são de fundos de pensão e fundo de investimento, e 30% de empresas privadas. O BNDES afirmou que pode financiar 80% do total - proposta que ainda está sendo analisada pelo consórcio e pode contar também com um “pool” de outras instituições financeiras.
A participação quase majoritária do Estado no consórcio ou o financiamento do BNDES, no entanto, não significa que a usina será paga com verbas públicas. O BNDES é um banco de desenvolvimento e fomento, cujos recursos são obtidos por meio de seus empréstimos e cobrança de juros, como fazem outras instituições financeiras.
O alerta dos especialistas
Ambientalistas e acadêmicos defendem que Belo Monte acarretará sérios problemas socioeconômicos e ambientais à região de Altamira, no Pará. Um estudo de 230 páginas feito em 2009 por 40 especialistas de universidades do Brasil e do mundo - Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte - levanta uma série de problemas. Entre eles: a alteração do regime de escoamento do rio Xingu; a redução do fluxo de água; a interferência na flora e fauna locais; o comprometimento de transporte fluvial; e o caos social com migração de mais de 100 mil pessoas para trabalhar na região; e o deslocamento de mais de 20 mil pessoas atingidas pela usina.
Será que os índios são ouvidos? Sim!
O Ministério de Minas e Energia, o consórcio Norte Energia e o Ibama negam que terras indígenas serão atingidas pela usina e que índios terão que ser movidos das aldeias. É estimado que cerca de 20 mil moradores da região sejam removidos, mas não são índios - como informa o vídeo capitaneado pelo ator Sérgio Marone. Serão transferidos 17 mil residentes em palafitas e 3 mil ribeirinhos. O cadastro, escolha e construção de novas moradias são de responsabilidade do consórcio e serão acompanhados pelo governo federal.
Apesar da discordância e protesto de comunidades indígenas, não é possível dizer que índios e ribeirinhos não foram ouvidos. Segundo o Ibama, antes mesmo da emissão de licenciamento prévio, foram feitas 12 reuniões públicas na região, 30 reuniões em aldeias indígenas e 61 reuniões com comunidades ribeirinhas, além de quatro audiências públicas.
"A Usina de Belo Monte vai alagar, inundar, destruir"
Para minimizar impactos ambientais, Belo Monte será uma usina sem reservatório e terá operação em regime conhecido como fio d’água, o que resultou na redução da área inundada para 503 km². Segundo o consórcio, 44% disso correspondem ao próprio leito do rio Xingu, em época de cheia. Por não ter reservatório, a energia garantida é baixa, de somente 40% do total de capacidade instalada. O Norte Energia prevê a produção de 4.571 MW por ano. No período de seca, que dura em média cinco meses, a geração poderá chegar a 200 MW mensais.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Partidos de aluguel
Nos últimos dias surgiu uma discussão no Facebook quando o meu amigo Luiz Carlos Bardari lançou a sua candidatura a vereador pelo PT. O problema é que o Bardari, na eleição passada para a Presidência da República, fez duríssimas críticas aos petistas, chamando-os de idiotas e lançando ofensas à então candidata petista Dilma Rousseff. Agora ele diz que será candidato pelo PT.
Este exemplo é apenas um dos milhares que podemos citar ou ver pelo Brasil. Um dia eu conversava com amigos e disse que não votaria no Aloysio Nunes porque ele era do PSDB. Então um tucano me questionou que se ele mudasse de partido eu daria o voto a ele. Disse que sim, dependendo do partido. Todos acharam um absurdo, pois para a maioria o que importa é a pessoa, não o partido.
São fatos assim que fazem com que os partidos sejam apenas locais para abrigar as pessoas que querem seguir carreira política. São partidos de aluguel. Não há ideologia. Acho que o Bardari não quer tirar proveito e até acredito que ele, se eleito, fará um belo trabalho, pois é uma pessoa séria. O problema é que ele é radicalmente contra a ideologia petista e por isso não pode ser filiado ao PT. Se fosse em outro partido, poderia ser aplaudido, mas nunca no PT.
É por isso que muitos condenam o coeficiente eleitoral, pois acham que o voto é da pessoa e não do partido. E aí criticam a lei. A lei está correta, o que está errado é a nossa cultura.
Recentemente a petista histórica, Eni Fernandes, assumiu uma secretaria do governo Valdomiro Lopes, o grande rival e opositor do PT em Rio Preto. Ela foi suspensa do partido e não poderá se candidatar. Ela diz que vai brigar pela sua candidatura. Esta questão é muito parecida com a do Bardari. E se continuar assim, o PT ficará cada vez mais parecido com o PMDB, PFL, PPS, PDS e todos outros "pes" que condenamos pela postura inaceitável durante as eleições, pensando apenas no poder. É, o PT não é mais o mesmo. Pobre PT.
Este exemplo é apenas um dos milhares que podemos citar ou ver pelo Brasil. Um dia eu conversava com amigos e disse que não votaria no Aloysio Nunes porque ele era do PSDB. Então um tucano me questionou que se ele mudasse de partido eu daria o voto a ele. Disse que sim, dependendo do partido. Todos acharam um absurdo, pois para a maioria o que importa é a pessoa, não o partido.
São fatos assim que fazem com que os partidos sejam apenas locais para abrigar as pessoas que querem seguir carreira política. São partidos de aluguel. Não há ideologia. Acho que o Bardari não quer tirar proveito e até acredito que ele, se eleito, fará um belo trabalho, pois é uma pessoa séria. O problema é que ele é radicalmente contra a ideologia petista e por isso não pode ser filiado ao PT. Se fosse em outro partido, poderia ser aplaudido, mas nunca no PT.
É por isso que muitos condenam o coeficiente eleitoral, pois acham que o voto é da pessoa e não do partido. E aí criticam a lei. A lei está correta, o que está errado é a nossa cultura.
Recentemente a petista histórica, Eni Fernandes, assumiu uma secretaria do governo Valdomiro Lopes, o grande rival e opositor do PT em Rio Preto. Ela foi suspensa do partido e não poderá se candidatar. Ela diz que vai brigar pela sua candidatura. Esta questão é muito parecida com a do Bardari. E se continuar assim, o PT ficará cada vez mais parecido com o PMDB, PFL, PPS, PDS e todos outros "pes" que condenamos pela postura inaceitável durante as eleições, pensando apenas no poder. É, o PT não é mais o mesmo. Pobre PT.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Fora Rafinha Bastos
Por mais irreverente que se possa querer ser, sempre há um limite. Este limite está pautado na ética e no respeito. Não é verdade que no humor se pode tudo. O humor precisa ser feito com respeito e ética, como qualquer outra coisa no mundo. O CQC como um todo não me agrada. Não assisto porque, como programa de humor, não acho graça e como jornalismo é muito fraco. Não sei o que é o CQC. E como nada leva a nada, prefiro dormir ou ler um livro.
Tenho lido alguns comentários a respeito da bobagem dita pelo Rafinha Bastos. Não que eu ache que a piada seja fora do comum. É desrespeitosa, mas nem tanto. O problema é que o Rafinha é um perfeito babaca. Seus comentários são de um babaca. Pra que ter um babaca na televisão, tomando um tempo tão precioso? Bem, isso não é privilégio da Band.
A saída do Rafinha Bastos da TV é apenas um bem que se faz à sociedade, pois de ignorantes e babacas o mundo está cheio
Tenho lido alguns comentários a respeito da bobagem dita pelo Rafinha Bastos. Não que eu ache que a piada seja fora do comum. É desrespeitosa, mas nem tanto. O problema é que o Rafinha é um perfeito babaca. Seus comentários são de um babaca. Pra que ter um babaca na televisão, tomando um tempo tão precioso? Bem, isso não é privilégio da Band.
A saída do Rafinha Bastos da TV é apenas um bem que se faz à sociedade, pois de ignorantes e babacas o mundo está cheio
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Que pena
É uma pena, mas o jornalismo vai para um caminho que não dá mais pra segurar, infelizmente. Os que estão chegando não querem fazer jornalismo, querem aparecer, querem inventar, querem reinventar a roda. Lembro das bobagens que o Bom Dia fazia em Rio Preto, tentando implantar um novo jornalismo. Mas jornalismo mesmo pouco fazia.
Agora é a vez daquele burguesinho que apresenta o Globo Esporte. Não sei o nome dele, mas é algo parecido com não sei o quê Lafer. Ela deu uma entrevista digna de dó, digna de pena.
Confesso que só peguei uma parte da sua entrevista no Jô Soares, quando ele comentou que os espectadores não entendem quando ele faz brincadeira no GE. É claro que não, pois ali não é lugar para isso. Ali é lugar para falar coisa séria. Tá bom, vai, ele está chamando o espectador de burro, tanto é que disse que vai colocar na tela um alerta dizendo que é piada quando fizer alguma brincadeira. Mas ele não se lembra e nem sabe disso, mas aconteceu nos anos 80 uma matéria na Veja, quando um jornalista, hoje o editor da revista, leu em uma revista internacional de ciência, uma matéria de mentira, no dia 1º de abril, que um cientista havia inventado um tomate com proteínas de boi. O produto foi chamado de boi mate. Um verdadeiro absurdo. E a Veja deu meia página.
Ora, se um jornalista da Veja cai nessa por que um ignaro telespectador tem a obrigação de entender que é piada? Daqui a pouco a Globo vai anunciar algo sério no Zorra Total e vai querer que a gente ache que é sério.
Fulano: vá plantar vá batata e leve a sério o jornalismo, pois ali não é lugar para brincadeiras.
Agora é a vez daquele burguesinho que apresenta o Globo Esporte. Não sei o nome dele, mas é algo parecido com não sei o quê Lafer. Ela deu uma entrevista digna de dó, digna de pena.
Confesso que só peguei uma parte da sua entrevista no Jô Soares, quando ele comentou que os espectadores não entendem quando ele faz brincadeira no GE. É claro que não, pois ali não é lugar para isso. Ali é lugar para falar coisa séria. Tá bom, vai, ele está chamando o espectador de burro, tanto é que disse que vai colocar na tela um alerta dizendo que é piada quando fizer alguma brincadeira. Mas ele não se lembra e nem sabe disso, mas aconteceu nos anos 80 uma matéria na Veja, quando um jornalista, hoje o editor da revista, leu em uma revista internacional de ciência, uma matéria de mentira, no dia 1º de abril, que um cientista havia inventado um tomate com proteínas de boi. O produto foi chamado de boi mate. Um verdadeiro absurdo. E a Veja deu meia página.
Ora, se um jornalista da Veja cai nessa por que um ignaro telespectador tem a obrigação de entender que é piada? Daqui a pouco a Globo vai anunciar algo sério no Zorra Total e vai querer que a gente ache que é sério.
Fulano: vá plantar vá batata e leve a sério o jornalismo, pois ali não é lugar para brincadeiras.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Amigo é pra essas coisas
Estou no facebook. Fazer o quê? A vida nos leva para lugares numa imaginados. Tenho celular e vivo escrevendo no computador. Confesso que tenho sonho de em breve ter meu ipad. É a modernidade tingindo nossos cabelos brancos, dando aquele de tom de juventude. É a vida.
Faço esta introdução pra dizer que descobri ter o Dia do Amigo, como se isso fosse preciso, como se amigo precisa ser lembrado de alguma coisa. A verdade é que o facebook se encheu de tanta frase, tanto pensamento sobre o amigo que chegou a fica efadonho. Aí me lembrei de um dia (faz muitos anos, acho que foi em 1989) em que fui num show do MP4, em Manaus. O Rui, que não está mais no grupo, disse uma frase que me marcou:
"O amigo mesmo é aquele que é amigo pra tudo. Mas o amigo, amigo, amigo mesmo é aquele que é amigo pra nada".
Lindo!
Mas, por que estou dizendo isto? Porque me surpreendi, ao entrar aqui no meu blog e me deparar com dois comentários. Um dos Ruy Sampaio e outro do Roberto Martins. Eu jurava que ninguém lia o que eu escrevia, ainda mais que deixei de lado o blog. Mas não é que tem amigo pra tudo e pra nada?
É por esse motivo que a gente esquece as mazelas do ser humano e tem esperança de que algo de bom ainda pode acontecer.
É um bom sinal.
Faço esta introdução pra dizer que descobri ter o Dia do Amigo, como se isso fosse preciso, como se amigo precisa ser lembrado de alguma coisa. A verdade é que o facebook se encheu de tanta frase, tanto pensamento sobre o amigo que chegou a fica efadonho. Aí me lembrei de um dia (faz muitos anos, acho que foi em 1989) em que fui num show do MP4, em Manaus. O Rui, que não está mais no grupo, disse uma frase que me marcou:
"O amigo mesmo é aquele que é amigo pra tudo. Mas o amigo, amigo, amigo mesmo é aquele que é amigo pra nada".
Lindo!
Mas, por que estou dizendo isto? Porque me surpreendi, ao entrar aqui no meu blog e me deparar com dois comentários. Um dos Ruy Sampaio e outro do Roberto Martins. Eu jurava que ninguém lia o que eu escrevia, ainda mais que deixei de lado o blog. Mas não é que tem amigo pra tudo e pra nada?
É por esse motivo que a gente esquece as mazelas do ser humano e tem esperança de que algo de bom ainda pode acontecer.
É um bom sinal.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Esse bicho chamado homem
Depois de um longo e tenebroso inverno volto a escrever neste espaço, mesmo sabendo que ninguém lerá o que escrevi. Isto me dá uma sensação estranha, pois é gostoso ter a liberdade de falar o que se sente, pouco se importando se alguém ouvirá ou saberá de sua posição.Escrever é muito bom, por isso escrevo sempre.
O me tentou a voltar ao blog foi a minha reflexão sobre o homem. Já faz tempo que venho pensando neste bicho estranho que parece ter como objetivo o sofrimento. Não dá mesmo pra entender o bicho homem. Eta sujeitinho esquisito.
Vamos pegar como exemplo o leão, o rei dos animais. Ele devora a todos e ninguém o devora. Mas, porque um não devora o outro? Fiquei pensando nisto e um dia lendo o livro de Richard Dawkins, O Gene Egoista, ele dizia que é uma questão da preservação da espécie, pois quando mais leões no Planeta, maior a sua possibilidade de sobrevivência. Olha que coisa inteligente. Antes deles serem inimigos, são parte de um sistema que os preserva.
Se o homem pensasse assim, todos os seres humanos, sem exceção, estariam felizes da vida e a espécie não correria o risco de extinção, coisa que acontecerá, provavelmente, no futuro. O homem é o único animal que tem como objetivo destruir o outro da sua espécie. Se não fosse a invenção da família, para proteger os bens, parentes estariam matando parentes.
Tem coisa mais estúpida este sistema de geração de poder? O trabalho só é salutar quando ele tem como objetivo a sobrevivência. Quando o trabalho é exercido para acúmulo de bens e que gera poder, ele passa a ser nefasto. E o homem vive em função do acúmulo de fortuna. E esta vontade é uma fonte inesgotável. Não há um teto, não há um fim. A busca pela fortuna é infinita e é por isso que mesmo o maior milionário da face da terra sente tristeza.
O me tentou a voltar ao blog foi a minha reflexão sobre o homem. Já faz tempo que venho pensando neste bicho estranho que parece ter como objetivo o sofrimento. Não dá mesmo pra entender o bicho homem. Eta sujeitinho esquisito.
Vamos pegar como exemplo o leão, o rei dos animais. Ele devora a todos e ninguém o devora. Mas, porque um não devora o outro? Fiquei pensando nisto e um dia lendo o livro de Richard Dawkins, O Gene Egoista, ele dizia que é uma questão da preservação da espécie, pois quando mais leões no Planeta, maior a sua possibilidade de sobrevivência. Olha que coisa inteligente. Antes deles serem inimigos, são parte de um sistema que os preserva.
Se o homem pensasse assim, todos os seres humanos, sem exceção, estariam felizes da vida e a espécie não correria o risco de extinção, coisa que acontecerá, provavelmente, no futuro. O homem é o único animal que tem como objetivo destruir o outro da sua espécie. Se não fosse a invenção da família, para proteger os bens, parentes estariam matando parentes.
Tem coisa mais estúpida este sistema de geração de poder? O trabalho só é salutar quando ele tem como objetivo a sobrevivência. Quando o trabalho é exercido para acúmulo de bens e que gera poder, ele passa a ser nefasto. E o homem vive em função do acúmulo de fortuna. E esta vontade é uma fonte inesgotável. Não há um teto, não há um fim. A busca pela fortuna é infinita e é por isso que mesmo o maior milionário da face da terra sente tristeza.
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